Câncer de boca e tumor maligno das glândulas salivares são doenças diferentes, diz especialista

Tumor de glândulas não está relacionado com doenças infectocontagiosas, como o HPV, mas o câncer de boca sim!

Predisposição genética, exposição à radiação e a substâncias químicas são os principais fatores de risco para o tumor maligno das glândulas salivares e, diferente do câncer de boca, não tem relação com o HPV. O médico Renan Lira, que é cirurgião-oncológico de Cabeça e Pescoço, explicou em entrevista para o Portal R7, que pessoas que têm muitos casos de câncer na família, não necessariamente de glândulas salivares, têm mais chance de desenvolver esse tipo de tumor, que é mais comum a partir dos 50 anos.

De acordo com o médico, o câncer de boca atinge a mucosa, que é a membrana vermelha sobre a língua e que reveste a bochecha. Já as glândulas salivares são muito pequenas e estão localizadas embaixo da mucosa. 

O tumor das glândulas salivares pode ser classificado em benigno ou maligno. Sua manifestação é sintomática: geralmente se manifesta como nódulos( pequenos caroços) perto da orelha, na papada, na língua, na bochecha ou no céu da boca. “A apresentação inicial são nódulos, mas podem se transformar em feridas”, disse o médico. 

Um caso recente de tumor das glândulas salivares, é o da atriz Heloisa Périssé, 52 anos. Ela revelou nas redes sociais que retirou um tumor das glândulas salivares e que vai fazer sessões de quimioterapia e radioterapia.

De acordo com o cirurgião-oncológico de Cabeça e Pescoço, o tratamento com radioterapia geralmente consiste em 30 aplicações durante 4 a 6 semanas. A quimioterapia, quando combinada, é feita no mesmo período. Cerca de três sessões costumam ser suficientes. 

Fonte: Portal R7

Redação Folha Vitória12 de Agosto de 2019 às 11:09Atualizado 12/08/2019 11:09:46

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