Banco de perfis genéticos ajuda a revolucionar as investigações de crimes no Brasil

A ciência e tecnologia a serviço da investigação

O uso da genética já inocentou um homem que cumpriu 10 anos por um crime que não cometeu  e identificou o responsável por pelo menos 50 estupros no país.

Caso Amazonas

Dentro de um laboratório o perito colheu amostras de DNA em um pedaço de madeira encontrado no local do crime.

Resquícios de sangue e de pele, identificou o criminoso Celio Roberto Rodrigues, preso em Manaus considerado um dos maiores estupradores em série do Brasil.

A investigação começou em 2015. Na época, a amostra de DNA dele foram coletadas e mais tarde quando perfil genético dele foi comparado com amostras de vitimas em vários estados, se confirmou a participação de Celio em pelo menos 50 estupros , de mulheres, crianças e adolescentes nos estados de Rondônia, Amazonas, Mato Grosso e Goiás. 

Algumas cidades onde ele atacou ficavam a mais de dois mil quilômetros  de distância, o que dificultava a solução dos crimes. Foi o primeiro caso no Brasil em que o autor de crimes sexuais em série foi identificado por meio do exame de DNA com ajuda do banco nacional de perfis genéticos.

O banco funciona como uma especie de armazém de amostras de DNA e o material pode ser coletado no presidio a pedido da justiça.

As amostras de DNA coletadas nos presídios, são analisadas e processadas no laboratório de biologia e bioquímica. A partir dessas amostras, são geradas perfis genéticos para cada preso. Esse perfil passa fazer parte de um banco nacional.

Se um dia o preso for suspeito de um crime em qualquer parte do pais, o perfil genético dele, pode servir para identificar, confirmar, ou descartar a participação dele.

Inocente

Israel de Oliveira Pacheco, foi preso em 2009 no interior do Rio Grande do Sul acusado de estupro. Na época, ele havia sido reconhecido pela vítima.

No fim do ano passado, um laudo pericial indicou que a amostra de DNA encontradas no local do crime eram incompatíveis com o perfil genético dele.

Diante das novas provas, a sentença foi anulada pelos Ministros do Supremo Tribunal Federal. Israel foi inocentado por um exame de DNA depois de cumprir indevidamente 10 anos de prisão.

Com informações do R7.com

Redação Folha Vitória24 de Junho de 2019 às 09:16Atualizado 24/06/2019 09:16:36

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