Doenças demenciais e sua relação com o sono

Idosos são mais acometidos pelo problema devido o Alzheimer, que é responsável pelo agravo.

As alterações no sono são frequentes e, muitas vezes, o primeiro sintoma da presença de doenças neurológicas e demenciais em pacientes idosos. Por isso, os distúrbios do sono nas doenças demências são extremamente relevantes, pois são a principal causa de institucionalização do paciente.

De acordo com a médica do sono Jéssica Polese, durante a noite, quando os familiares tentam descansar é onde ocorre a maioria das alterações comportamentais nos doentes com Alzheimer e outras demências, tornando o convívio difícil, uma vez que pode interferir em toda a dinâmica da família que tenta descansar no momento de maior agitação e necessidade do idoso.

“No alzheimer é comum a ocorrência da agitação noturna também chamada Síndrome do Pôr do Sol onde o idoso apresenta agitação associada a confusão mental e a alucinações. Atinge 66% dos idosos demenciados. Consequentemente durante o dia esses indivíduos ficam sonolentos, provocando muitas vezes alteração no ciclo circadiano (o idoso dorme durante o dia e fica agitado durante a noite)”, explica a médica.

Outra situação comum é a insônia, que fica mais comum com o envelhecimento e com as doenças neurológicas e demenciais. Por outro lado o avanço de fase é outra condição que pode acometer os idosos. “O avanço de fase é caracterizado por uma tendência a dormir cada vez mais cedo e acordar na madrugada. Quando a casa está dormindo, o idoso está ativo, e isso acaba gerando conflitos e preocupações nos familiares”, relata Polese.

Redação Folha Vitória

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