Temporal no Rio: Corpos achados em táxi são de mulher, criança e motorista

No lugar onde o táxi foi soterrado, estariam ainda outros dez carros – aparentemente estacionados na região e não ocupados.

A delegada Valéria Aragão, da 12ª Delegacia de Polícia do Rio, confirmou na tarde desta terça-feira, 9, que os três corpos encontrados em um táxi soterrado num deslizamento na Avenida Carlos Peixoto, em Botafogo, na zona sul, são de uma mulher, uma criança de 6 anos e um motorista que estavam desaparecidos desde a noite de segunda-feira, 8.

O local do acidente é uma ladeira que passa por trás do shopping Rio Sul e uma via alternativa de ligação entre Botafogo e Copacabana. “Certamente é o táxi que estava desaparecido”, afirmou a delegada, que ficou emocionada ao dar entrevista confirmando as mortes.

Parentes de Lúcia Xavier Sarmento Neves, da criança Julia Neves Aché e do motorista de táxi Marcelo Tavares Marcelino, que aguardavam informações, deixaram o local muito emocionados. Avó e neta estavam no Rio Sul, participando de um aniversário, quando o temporal começou. Lúcia chegou a trocar mensagens com a família às 21h45 da noite de segunda, dizendo que já estava dentro de um táxi a caminho de casa, em Copacabana. O GPS do táxi indicou a localização do veículo.

Os pais de Júlia estão de férias, na Califórnia, mas já teriam sido avisados da tragédia e estariam voltando ao País. No lugar onde o táxi foi soterrado, estariam ainda outros dez carros – aparentemente estacionados na região e não ocupados. A delegada agora quer entender por que os bombeiros demoraram mais de 12 horas para chegar ao local do acidente.

Mortes

O temporal que atinge o Rio de Janeiro desde o início da noite de segunda provocou a morte de pelo menos oito pessoas, alagou ruas, derrubou árvores e destruiu carros em vários bairros.

A cidade entrou em estágio de atenção às 18h35 e às 20h55 passou para o estágio de crise – o mais grave de três níveis de risco, segundo a escala usada pela Prefeitura. Segundo a administração, em quatro horas choveu mais do que nos dias 6 e 7 de fevereiro, quando a chuva causou a morte de seis pessoas. Até as 23h, a Defesa Civil havia acionado 39 sirenes em 20 comunidades. Bombeiros recorreram a botes para retirar alunos de uma escola na Gávea.

Redação Folha Vitória

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