Polícia Ambiental captura jiboia dentro de residência em Guaçuí

Uma jiboia foi capturada pela Polícia Militar Ambiental (PMA) na tarde desta segunda-feira (8), em uma residência no bairro Edith Castro, em Guaçuí. A serpente mede 1,20 metro.

O tenente Ailton Nunes conseguiu retirar a cobra utilizando a técnica de contenção e manejo de animais silvestres. Após o recolhimento, o animal foi devolvido ao seu habitat natural, no Parque Ênio Fazolo dos Reis.

Problema antigo

Moradores de Guaçuí reclamam que têm encontrado cobras dentro das casas e nas ruas da cidade. A servidora pública, Rosângela Maria da Silva, que reside há mais de dez anos no bairro São Miguel, conta que já encontrou várias cobras em sua residência, a última foi no início do mês. Rosângela diz que se sente insegura com esta situação e fica preocupada em ter que sair para trabalhar e os filhos ficarem em casa.

“Já encontrei cinco cobras em minha casa e não sei como elas aparecem. A última foi no início de março. Eu tenho dois filhos pequenos, já pensou se eles colocam a mão em um bicho desse? Além de cobras convivo com caramujo, gambás, aranhas e ratos. Outros vizinhos também encontraram cobras e não foi apenas uma vez”, reclamou Rosângela.

O advogado Peterson Gonçalves, morador do bairro São José, relata que também vivenciou esta situação há menos de um mês, quando se deparou com uma cobra no quarto onde dormia com o filho mais novo. “Onde moro não tem nenhuma área verde próxima, somente um terreno não habitado com vegetação baixa. O fato ocorreu durante a madrugada quando provavelmente a cobra sentiu fome e saiu para comer, só notei que era uma cobra quando acendi a luz me deparei com o animal próximo ao colchão onde se encontrava deitado eu e meu filho, foi um susto”, disse o advogado.

A Polícia Ambiental de Guaçuí disse que houve um aumento de animais peçonhentos na área urbana do município. Entre novembro a março deste ano, foram registrados 11 casos de animais peçonhentos, de acordo com o órgão.

Prefeitura

Em nota, a Prefeitura de Guaçuí informou que não tem um setor que faça um combate específico a animais peçonhentos. O trabalho é feito de forma indireta, com a participação de equipes que trabalham na limpeza de terrenos públicos e naquilo que é possível na limpeza de ribeirões, córregos e o rio, obedecendo as leis ambientais.

Quanto a terrenos particulares, a Prefeitura disse que não pode fazer a limpeza, mas sim notificar e até multar o proprietário que mantiver qualquer área com mato e abandonada. E no caso de aparecimento de qualquer animal silvestre, inclusive, serpentes, a orientação é que se entre em contato com a Polícia Militar Ambiental, para que esta faça o recolhimento do animal e o leve para outro lugar. “Também é importante destacar que, se uma residência ou propriedade está próxima a uma área de reserva ou curso d’água – às vezes até infringindo a lei ambiental – ou essa área não é mantida limpa, a possibilidade de surgirem animais peçonhentos é maior”, diz a nota

Polícia Ambiental orienta

De acordo com o cabo da Polícia Militar Ambiental, Raphael Hoffmann, alguns fatores podem contribuir para o aparecimento de animais peçonhentos em residências da zona urbana.  “O desequilíbrio ambiental provocado pelo desmatamento, a consequente diminuição da fonte de alimento destes répteis e, até mesmo, do esgotamento ou diminuição das fontes de água encontradas em seu habitat natural, são fatores que incidem no aparecimento desses animais”, explicou.

Fonte: Aqui Notícias.

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