Maus chefes podem aumentar o risco de derrame em 33%

A síndrome Burnout é comum em profissionais que atuam diariamente sob pressão e com responsabilidades constantes como médicos, enfermeiros, professores, policiais e jornalistas.

Estresse é a principal causa, porque eleva a pressão sanguínea, podendo ocasionar o acidente vascular cerebral.

O seu balde está cheio? Este é um livro escrito por Tom Raht e Donald O. Clifton, que faz uma metáfora de um balde e uma concha. De acordo com o escritores todos nós possuímos um balde invisível que se enche ou esvazia o tempo inteiro, dependendo do que os outros nos dizem ou fazem. Quando o nosso balde está cheio, nos sentimos ótimos. Quando está vazio, ficamos péssimos.

O livro cria paralelos com situações que já ocorreram e com aquelas que vivenciamos durante o dia, principalmente na vida profissional. Segundo os escritores e também pesquisadores, maus chefes podem aumentar o risco de derrame em 33%, porque o estresse eleva a pressão sanguínea podendo ocasionar o acidente vascular cerebral.

Outros tópicos do livro 

– Passamos por cerca de 20 mil momentos diferentes todos os dias;
– Emoções positivas em excesso? Mais de 13 interações positivas para cada uma negativa podem acarretar uma perda de produtividade;
– A principal causa dos pedidos de demissão é o fato de as pessoas não se sentirem apreciadas.

Síndrome de Burnout 

O livro pode ser relacionado com a Síndrome de Burnout. Você já ouviu falar? Segundo o Ministério da Saúde a condição é um estado físico, emocional e mental de exaustão extrema, resultado do acúmulo excessivo em situações de trabalho que são emocionalmente exigentes ou estressantes, que demandam muita competitividade ou responsabilidade, especialmente nas áreas de educação e saúde.

Profissões de risco 

A doença também é conhecida como Síndrome do Esgotamento Profissional, tem como principal causa o excesso de trabalho. Esta síndrome é comum em profissionais que atuam diariamente sob pressão e com responsabilidades constantes como médicos, enfermeiros, professores, policiais, jornalistas, dentre outros. Traduzindo do inglês, “burn” quer dizer queima e “out” exterior.

Como identificar?

O diagnóstico é feito por profissional especialista após análise clínica do paciente. No entanto, muitas pessoas não buscam ajuda médica por não saberem ou não conseguirem identificar todos os sintomas e, por muitas vezes, acabam negligenciando a situação sem saber que algo mais sério pode estar acontecendo.

Amigos próximos e familiares podem ser bons pilares no início, ajudando a pessoa a reconhecer sinais de que precisa de ajuda. O psiquiatra e o psicológo são os profissionais de saúde indicados para identificar o problema e orientar a melhor forma do tratamento, conforme cada caso.

Ajuda no SUS

No âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS), a Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) está apta a oferecer, de forma integral e gratuita, todo tratamento, desde o diagnóstico até o tratamento medicamentoso. Os Centros de Atenção Psicossocial, um dos serviços que compõe a RAPS, são os locais mais indicados.

Quais são os sinais e sintomas da Síndrome de Burnout?

A síndrome envolve nervosismo, sofrimentos psicológicos e problemas físicos, como dor de barriga, cansaço excessivo e tonturas. O estresse e a falta de vontade de sair da cama ou de casa, quando constantes, podem indicar o início da doença.

Outros sintomas são: Alterações no apetite, insônia, sentimentos de fracasso e insegurança, negatividade constante, fadiga, pressão alta e dores musculares.

Como tratar a Síndrome de Burnout?

O tratamento é feito basicamente com psicoterapia, mas também pode envolver medicamentos (antidepressivos ou ansiolíticos). Normalmente surte efeito entre um e três meses, mas pode perdurar por mais tempo, conforme cada caso.

As principais formas de prevenir a síndrome são mudanças nas condições de trabalho e, principalmente, mudanças nos hábitos e estilos de vida. A atividade física regular e os exercícios de relaxamento devem ser rotineiros, para aliviar o estresse e controlar os sintomas da doença. Após diagnóstico médico, é fortemente recomendado que a pessoa tire férias e desenvolva atividades de lazer com pessoas próximas – amigos, familiares, cônjuges etc.

Dicas

– Defina pequenos objetivos na vida profissional e pessoal;

– Participe de atividades de lazer com amigos e familiares;

– Faça atividades que “fujam” à rotina diária, como passear, comer em restaurante ou ir ao cinema;

– Evite o contato com pessoas “negativas”, especialmente aquelas que reclamam do trabalho ou dos outros;

– Converse com alguém de confiança sobre o que se está sentindo;

– Faça atividades físicas regulares. Pode ser academia, caminhada, corrida, bicicleta, remo, natação etc;

– Evite consumo de bebidas alcoólicas, tabaco ou outras drogas, porque só vai piorar a confusão mental;

– Não se automedique nem tome remédios sem prescrição médica;

– Outra conduta muito recomendada para prevenir o problema é descansar adequadamente, com boa noite de sono (pelo menos 8 horas diárias).

Larissa Agnez

Redação Folha Vitória

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